quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O quê?? Um post novo?

OLÁ!!

Olá, olá, olá pessoas!!! Ah! Há quanto tempo!!! A pedido de várias famílias (pronto não foram famílias, foi mais a Inês, a mãe e uma troca de mails com o João) decidi que a minha preguiça tem de ter limites. O meu limite foi a resposta do João ao mail que lhe mandei a comentar o blog dele (by the way, deliciem-se: entrepontos.blogspot.com). Foi um bom incentivo, como sempre.

Pois, que vos dizer? Há tanta coisa, e ao mesmo tempo não há propriamente novidades. Pronto, vou focar-me no lugar.
A cidade está interiorizada e já faz parte de mim. As incursões pelo país sabem bem. Mesmo bem. O país é apaixonante. Verde. Tem uma personalidade cativante. É um lugar onde as pessoas não são propriamente calorosas, no conceito mais latino do termo, mas são suficientemente simpáticas e até bem dispostas (algumas) para as querermos conhecer melhor. E o céu! Ai! Como é que hei-de explicar o céu? Vou-me perder neste ponto, aviso. Este país tem muitos céus. E cada pessoa que aqui vem (digo eu) guarda do país a ideia correspondente ao céu que mais a marca. Antes de vir para cá conheci duas colegas que cá haviam estado no semestre anterior. Uma adorou o lugar, a outra fala dele com indiferença. Estando aqui, depois destes meses, percebo perfeitamente as descrições de uma e de outra. Sim, a chuva, o céu escuro, plúmbeo, "típico de países nórdicos", visita-nos muitas vezes. A este céu podemos acrescentar o ambiente frio, algo inóspito e pouco agradável, enfim, que requer uma exploração forçada e difícil. Como se o país não se quisesse dar a conhecer sem antes obrigar a um pouco de esforço. Daqui se adivinha o lugar comum de que os povos nórdicos pagam a sua famosa eficiência e competência com maus feitios e dias feios. Tudo bem, pode ter um fundo de razão. Mas há o outro céu. Se nos esforçarmos, como nos é exigido, e se ficarmos por mais algum tempo podemos ver o outro céu - aquele que eu associo à simpatia graciosa deste lugar e das suas pessoas. É um céu que é raro, quase sempre ao fim do dia, mas que quando vem... sublime. Correndo o risco de dar a ideia de que estou a florear a situação, digo que aqueles cenários dos quadros de Vermeer que nos são "explicados" no filme "A Rapariga com o Brinco de Pérola" fazem todo o sentido quando vemos este céu de que vos falo. Juro. Depois de um bom período de chuva o céu, literalmente, abre-se. Para quê usar as mil palavras, quando tenho a imagem...



(Visto ao vivo é ainda melhor, e já houve dias melhores que este! Mostrar-vos-ei depois)


Bom. Acho que a partir de agora vou conseguir ser mais assídua. Vou tentar delinear um método, para não vos voltar a falhar, e para vos mostrar o que têm sido estas semanas, que foram bem cheias.

Voltarei amanha, com imagens do Outono nas cidades por onde temos andado.

Beijinhos

1 comentário:

joão c. disse...

:) este post é um aperitivo muito bom para a minha viagem aos países baixos. espero apanhar um desses céus!