Na 5ª feira passada tivemos uma actividade típica da experiência erasmus. Os meninos e meninas do THESO, a organização de estudantes de erasmus, lançou o desafio do mercado cultural. Cada país tinha que cozinhar comida típica e fazer um número ou apresentação. Como os outros portugueses que cá estão não puderam ajudar, nós tratámos de fazer a comida, o número já não deu para organizar.
Bom, cozinhar comida típica portuguesa na Holanda não é tarefa fácil porque os ingredientes são difíceis de encontrar. O que nos valeu foi o pai da Mariana ter trazido uns enchidos de Portugal, uma couve e vinho. (Faço um parêntesis para explicar que não há nenhum post sobre a vinda do pai da Mariana e do Rui Pedro, o irmão, porque acho que devia ser ela a postar). Com estas relíquias, umas carnes do talho e mais umas coisinhas da loja portuguesa cá de Haia conseguimos preparar: caldo verde, feijoada com arroz, vinho e sangria. Toda a gente adorou a nossa comida porque fomos dos poucos que realmente cozinhámos qualquer coisa. A nós também nos soube muito bem relembrar os sabores "da nossa terra". Eu nem gosto de caldo verde e feijoada, mas isto de estar fora tem faz destas coisas às pessoas. No meio de tanta confusão e trapalhada quase nem consegui provar as comidas dos outros países, tirando dos turcos que tinham a mesa ao nosso lado. 
As carnes e enchidos.
O resultado final. Sim, mais uma vez tivemos que usar o wok, é o recipiente maior que temos.
A mesa turca: ksir (já foi explicado num post anterior), uma espécie de pastéis salgados e uns docinhos.
A mesa grega e cipriota: saladas, bolas de carne e umas bebidas alcoolicas que deixaram toda a gente muito animada.
A mesa russa: bolos estranhos, vodka e pickles. Durante a apresentação dos russos uma rapariga explicou que se costuma beber shots de vodka e a seguir come-se um pickle. Cá para mim é uma combinação um bocado estranha.
A mesa americana: cachorros quentes, frango frito, coca-cola e sandes de manteiga de amendoim e geleia.